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terça-feira, 29 de maio de 2012


Está escuro e não gosto de estar sozinha. Nunca gostei de estar sozinha. Nunca quis estar sozinha. O silêncio sempre me fez confusão, o silêncio sempre trouxe mais medo. E ter medo não pode ser bom, ter demasiado medo não pode ser bom. As saudades escondem-se em buraquinhos que vão encontrando, em buraquinhos que não soube preencher, ou que deixei que se esvaziassem. Mais buraquinhos trazem mais saudades e mais saudades trazem mais dias sozinhos. Está escuro e não gosto de estar sozinha. Não quero sair à rua porque na rua há pessoas e com as pessoas é suposto criar amizades. Mas quanto mais amizades menos Inês há para dividir… E se a Inês não se dividir passam a existir mais buraquinhos. Deixei de sair à rua para fugir dos buraquinhos. Mas em casa, em casa também nascem, esses buraquinhos. Há buraquinhos em todo o lado. Se calhar mais vale sair à rua. Mesmo que esteja escuro, mesmo que esteja sozinha. Pelo menos não há silêncio, pelo menos o silêncio fica em casa. E, quem sabe, também os buraquinhos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

I know something you don't know

O inverno durou mais
E mais e mais do que
Era suposto. Mas
Acabou, acabámos,
Acabei. O invernou durou mais
E mais e mais do que
Tinhas prometido. Levantei-me,
Fui ter comigo. Tu ficaste
Num qualquer Dezembro frio.
Tu ficaste. Eu não.
Desculpa, mas eu não.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

 São sentimentos e fazem doer, são feios. Não vejo sentimentos bonitos há tanto tempo que, julgo, já nem reconheceria um, mesmo que este me viesse bater à porta, todo perfumado e bem penteado e dissesse
- Sou um sentimento bonito.
Eu provavelmente fechar-lhe-ia a porta na cara aprumada e seguiria com a minha vida, murmurando algo sobre como os sentimentos feios que por aí andam acreditam que nos podem enganar com algum gel e água de colónia. Qual quê? O amor, sentimento dito bonito, não bate à porta, entra de rompante e sem permissão, é um sentimento mal educado. Tornou-se feio também.

sábado, 22 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Às vezes sinto uma vontade louca de ir para a rua e apaixonar-me.
Depois lembro-me que não sei se acredito no amor.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um e um são um e um 
Dois
Não são, nunca são
Nada. E o escuro
Aperta o dentro que
Escondido vive debaixo
Da cama vazia que foi
Que fomos que és
Serás sempre o que não foste
Nunca. Um e um são
Dois não.

sábado, 3 de setembro de 2011

principezinho,

As perguntas mais simples são sempre as mais complicadas. Uma vez encontrei um ‘posso dormir contigo esta noite?’ perdido numas escadas. E decidi levá-lo comigo.

sábado, 27 de agosto de 2011

- Não quero que nada meu seja teu.
- Sabes que te dás sem querer, não sabes?

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O que não nos dizem em pequenos é que o tal amor verdadeiro é bem mais raro do que um trevo de quatro folhas.

domingo, 14 de agosto de 2011

Na vida ganha quem tem mais certezas... ou quem menos julga saber?

domingo, 7 de agosto de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

Ser criança é tapar os olhos
e acreditar que ninguém te vê.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

O medo de sonhar é uma coisa terrível. Não podes ficar acordada para sempre, Inês.

sábado, 23 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

a tal estupidez,

Acabei de me aperceber, ao ler Inêses passadas, que passo demasiado tempo à espera. Não é que não lute pelo que quero ou reivindique o que é meu por direito. O problema é que, feito isso, fico sempre demasiado tempo à espera, presa pela esperança, que o outro lado se ilumine em certezas e desejos de finais felizes. Presa pela esperança, que parvoíce.

domingo, 10 de julho de 2011

foge foge,

O amor é um bandido estúpido que nos ataca quando andamos distraídos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

long time ago,

Percebe-se que as coisas não estão bem quando preciso dos meus para conseguir enfrentar os outros


que antes eram meus.

quarta-feira, 29 de junho de 2011