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domingo, 14 de agosto de 2011

Não sabes o que sentes, nem sabes mesmo se sentes alguma coisa. Mas gostas. Gostas e muito. Talvez a diferença esteja no teu relutante pequeno passinho... O passo que não se sabe certo ou errado. Mas o que é que é certo ou errado? Pontapeia a eterna ingratidão para com a felicidade para outro lado e arrisca. Eu vou estar aqui, sempre. E sempre é palavra que consta no meu dicionário.

Faz-me só um favor... Deixa de viver onde não fazes sentido.

terça-feira, 9 de agosto de 2011



Estou velho de mais para me chatear,
embora ainda novo para as zangas necessárias.


sábado, 6 de agosto de 2011

Adoro contadores de histórias. Sei contar as minhas mas infelizmente não primo pela espontaneidade. Histórias perfeitas exigem tempo. Histórias boas imediatas só estão ao alcance de alguns. Eu não sou um deles. Mas serei um dia! Quando tiver um pequeno gatafunho irrequieto ao meu lado, na hora de deitar.
Sim, adoro contadores de histórias. Gosto de quando me dão a mão e me abrem uma janela para visitar outros mundos! Adoro perder-me por reinos encantados, ogres mal cheirosos, pinguins piratas ou até mesmo dragões!
Sou fácil de conquistar. Basta um comum Era uma vez e eu sou fisgado para dentro do encanto criado.
Claro que também adoro quando me contas da tua vida. Coisas pelas quais passaste. Embaraços teus! Parvoíces tuas. Não tens jeito para contar histórias, não tens não. Mas olha...

As histórias, mesmo as mal contadas, são sempre uma boa companhia.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Um dia, ainda não sei bem qual, acho que o perdi por aí ou então nem me apercebi da sua passagem. Mas um dia em que bati com o pé e pude chegar às prateleiras lá de cima. Fiquei orgulhoso e vi muitas faces a contemplarem-me, sorridentes, em pleno contentamento pelo meu grande alcance.
Esticava-me e percebia que tinha chegado onde, infelizmente, muitos não chegam. Fiquei contente por mim. Foi para te dar o que está ao alcance de poucos que me estiquei ao máximo. Ao máximo, ainda não sei.
Sei que esse grande esticão me obrigou a virar a dor do avesso, totalmente ao contrário. Virei-a para dentro, onde ela já, subtilmente, residia. Pânico. Não sei lidar tão bem com ela e ela já comeu um bocadinho do que me resta. Mas ninguém me disse que eu não era capaz e mesmo que dissessem, eu seria na mesma. Por isso, vou sair por aí e mostrar ao mundo que não há nada, nem ninguém, que me pare e me faça baixar os braços. Porque os meus sonhos estão ali ao virar da esquina e sei que os consigo alcançar. Sozinho.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O amor pode ser pequenino mas encontrar-se em perfeito estado. Porque há carinho, tempo e dedicação para assim o manter. Não se encontram muitos desses por aí, dizem. Até que começas a viver um...
O amor também pode ser grande. Quando arriscares tirá-lo da sua zona de segurança ou tu própria saíres da tua zona de segurança. O tempo existe. O carinho existe. Não se encontram muitos desses por aí, dizem.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Meu mundo meu.

No fundo, sempre me achei dono e senhor do mundo. Um pouco com o nariz empinado, não satisfeito com os limites impostos por ele, vou continuando a fazer de conta que só eu é que tenho importância e quando quero, posso e mando.

Porque razão terei eu que ceder à distância? Não me conformo que duas pessoas não se possam amar, nem que seja por um dia, apenas porque estão longe de mais. E eu nunca fui pessoa para absurdos. Sei que não vai ser uma simples viagem de três horas que me vai impedir de estar contigo. Aliás, não foi.

Mas o que me levou a escrever foi mesmo o facto de ser dono do tempo. O tempo pode ser como eu quiser, e se eu te digo que vai ser para sempre, que vamos ser felizes para sempre, acredita em mim, porque é assim mesmo que vai ser. Porque é isso que eu quero para nós. Um final como nos contos de fadas.

E, para além disto tudo, também me faço dono de sorrisos. Oh, tonto! Dono de sorrisos. Quem ousaria tal proeza, senão eu? E quem fala de sorrisos, fala de abraços. Fala de mimos, de momentos, de lugares. Ouso torná-los meus e transformo-os para partilhar. Contigo. Ou já tinhas tido noção que uma mão se pode apaixonar?

sábado, 23 de julho de 2011

Quando gostamos realmente de alguém, chegamos a uma altura em que pensamos realmente em superar algumas barreiras que criámos. Para mim, e digo-o repetidas vezes, não há ninguém que não saiba fazer tudo. Pode fazer mal e tal ser confundido com o não saber fazer, mas no fundo há diferença e nós sabemos realmente fazer tudo.

Quando me dizem que não sabem ou que não conseguem, não deixo de sentir uma leve nostalgia por existirem pessoas que não se achem capazes de mudar o mundo comigo ao lado. Não me interessa que as coisas saiam mal! Eu também não sou um artista nas artes plásticas! No entanto, desenhava já uma história aqui, onde entrássemos os dois e o final seria como o dos filmes de animação! Afinal, a nossa parvoíce intrínseca não começa a fazer sentido à frente da pessoa que amamos? Não é à frente dela que baixamos as barreiras que criámos para a sociedade e nos entregamos por completo?

Deu-me vontade de escrever este texto quando pedi para me fazerem algo e me responderam que não sabiam. Conseguimos perceber o quanto significamos para outrem, assim. Se os pedidos foram feitos, foi porque lá dentro a pessoa sentiu que a outra era capaz, algo foi desperto. E quando se repara que não há um mínimo esforço dessa pessoa para corresponder com essa recente curiosidade, reparamos que afinal não somos assim tanto como pensávamos.

Também é algo bastante curioso. Quando aprendemos a amar alguém pelo que essa pessoa é, mesmo não preenchendo as nossas necessidades. Mas as necessidades existem. E agora, falando por mim, quando te peço para o fazeres, gostava que o fizesses mesmo, de bom grado e não só porque te pedi. Gostava que me surpreendesses e volta e meia te lembrasses que eu realmente preciso disto. Que o facto de gostares de mim te fizesse ir para onde nunca antes foste. Para descobrires que realmente és capaz, porque eu sei que és.

Às vezes é assim que o amor funciona. Não se dá corda fazendo simplesmente o que gostamos ou que queremos. Dá-se corda fazendo o que o outro gosta ou precisa. Dá-se corda mesmo não sabendo dar-se corda.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Para a Inês. Com amor, sem cera.



Nós crescemos de um mimo teu.
Foi aí que eu te dei a mão para juntos percorrermos o mundo.


domingo, 10 de julho de 2011

Mil e um sonhos.


"Gostava de te poder ter aqui,
tudo seria diferente,
dar-te a mão e irmos por aí,
falar de ti a toda gente."


Acredita, tenho saudades. Vamos buscar redes para apanhar estes sonhos que pairam. Venham! Isto aqui em baixo é bonito. E vamos rir, vamos chorar, quando por alguma razão um cair esparramado na cabeça de cada um. É doce. Sabe a rebuçado!
Anda cá, sê chão e dá-me a mão para sairmos por aí a tentar domar uma nuvem. Nuvem essa que, coitadinha, acabou de perder um bocado. Um bocadinho pequenino que eu, com arte e engenho e muito origami, transformo numa flor para te dar. Agora mais um bocadinho! Uma borboleta.
És tu.
Já te apercebeste para onde ela nos trouxe? Uma lua de papel. Vamos escrever aqui o nosso nome. Esta não tem fases. Está sempre cheia.
Toma, uma estrela. Escreve.
Vruuuuuuuuuum! Parecemos malucos a descer cá para baixo. Eu em cima da minha pasteleira e tu na cadeirinha atrás a agarrar-me a cintura.
Não tenho travões. Deslizamos chão fora, mas tu pousas os pés em terra firme enquanto me vês a entrar disparado numa poça de água.
Puf! Puf! Cabeça de fora. Tu a rires. Eu com cara de parvo.
E eu só no fim digo que gosto muito de ti.

Obrigado pelos sonhos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

As aranhas.

Sabes ? As aranhas não são assim tão feias e gordas e peludas e más como tu as fazes parecer. Um dia pedi a uma para estender um fio de teia a unir duas flores ali do jardim. Um fio. Um baloiço. Vem e de mão dada vieste agarrada como quem já não espera nada. Pois não, não querias nada de mim, tinhas-me como adorado. Senti-te tremer quando ainda nem nos tínhamos baloiçado e já tu com medo olhavas para a pequenina aranha nossa amiga que sentada estava no cimo de uma pequena tulipa lá ao longe. Nunca te pedi para confiares em mim, confia agora e lá vieste debaixo do meu braço, agarrada. Pequenina escanzelada.

Ela não faz mal, queres ver? e eu como te conheço os gostos e encolhidos que estávamos entre as duas flores e sentados num fio de teia, lá peguei num pequenino pau que estava no chão, parecia um daqueles que costumam segurar as maçãs. E olhei para a pequena aranha. Ela sorriu. Já sabia o que eu queria. Entre fios e fios e doces e doces que a mesma tinha comido, enrolando à volta do pau, ofereci-te um algodão doce. Gulosa.

Apetecia-me fazer magia. Sou apenas um aprendiz mas já dou uns toques sabes? Sim, tu percebeste isso quando te tirei uma moeda do ouvido, cócegas na orelhinha, e quando ias acreditando que também te tinha roubado o nariz. Quem te dera! Que te tirassem esse nariz feioso que tu tens e trocassem por outro.

Mas não vamos parar por aqui, sabes que sempre gostei de tocar e cantar. É óbvio que não te ia deixar os olhos sem brilho. Comecei a aprender na segunda feira. Elton John - Your song. E eu gosto tanto de te ver sorrir. Não me chega. Tu mereces tudo. Foi por isso que em dia de pequeninos, encolhi este malmequer e roubei uma estrela lá em cima para o pôr brilhante. Cheira bem não cheira? Mas não encostes o nariz. Queima. Brrrr


Não te chega. E tu não sabes dar valor. Empurras-me do fio de teia à espera que eu me esparramasse no chão de terra. O problema, é que embora eu nutrisse este sentimento por ti, já sabia do que esperar. A pequenina aranha não se foi embora porque só ela me podia salvar de uma coisa destas. É campeã de tiro ao alvo! E lança-me outro fio, puxando-me para ao pé dela. Olha-te com desdém.

As aranhas são nossas amigas.

quinta-feira, 7 de julho de 2011



Era um dos dias mais quentes do ano. O dia em que nasceu o Tomás. Podia ser um bebé como qualquer outro. Aliás, era. Por fora. Agora que penso nisso, até era um bocado diferente. Estava-se sempre a rir, sempre a sorrir. Isto porquê? Porque dentro de si sentia sempre qualquer coisa a fazer cócegas. Sempre. Coisas que a ciência não explica. Enquanto cresceu, foi feliz. Tinha muitos amigos e era conhecido principalmente por isso. O Tomás do bom humor.
Um dia, conheceu o amor. E sofreu o primeiro desgosto amoroso. Ultrapassou, por meio de risos e sorrisos.
O segundo...
O terceiro foi diferente. Não que a pessoa fosse diferente. Ou o sentimento. As pessoas que viam por fora viam o que se deve ver. Felicidade.
Mas ninguém lhe olhava para os olhos. Por dentro morria.
Um dia, não aguentou. As pessoas perguntavam-se como é que uma pessoa tão feliz, tão contente, sempre a rir-se, poderia morrer assim. O suicídio não combina com pessoas risonhas.

O mal está em pouca gente querer aturar quem sofre.


domingo, 3 de julho de 2011

Once upon a time.


Era sexta feira à noite. Ambos tinham compromissos marcados mas de certeza que ninguém ia levar a mal a sua falta. Naquele momento só ela interessava. Só ele existia. Tantos anos passados naquela cidade e nunca tinham reparado como aquele parque era bonito. Era grande, estrondoso. A variedade de árvores, os pequenos bancos de jardim que pareciam propositados para os casais, o lago habitado por todo o tipo de animais. Ele deu-lhe a mão, estavam sozinhos. O medo que era devastador perante tamanha multidão, reduziu-se a um nada embora ela ainda o amedrontasse mais que qualquer pessoa no mundo. “Tenho que enfrentar o que me inibe”. Ela não levou a mal, na verdade, ela também o queria mas não era capaz de lho dizer. Trocaram olhares. Era a segurança que os dois precisavam. A partir daquele pedaço de calçada, da frondosa acácia que os cobria, o mundo era deles. Não havia tempo. Não havia espaço. Havia sim, um ele e uma ela. Um nós! A conversa já ia longa. Já nenhum precisava de falar. Ambos se compreendiam no silêncio das almas. Quais inocentes!?


Chegaram finalmente ao destino. Um pedaço de relva no meio da imensidão do verde. Era só o que eles pediam. Mesmo à sua frente jazia o lago, morto, vivo! Por vezes notavam-se umas leves vibrações ao cimo da água, peixes enamorados de certeza. O amor é contagioso. Ninguém reparou mas nas suas costas desabrochou a mais linda das flores. Viram que ao seu lado estava um barco, longe dos seus tempos áureos. Apesar de já carcomido pelas térmitas e pelo musgo, dormia. E nem eles ousaram perturbar o seu descanso.

Tantas vezes ele tinha pensado naquele dia. Queria que fosse tudo perfeito. Ela merecia. Ele queria-lhe dar tudo e ainda mais um pouco. Passou-lhe a mão pelo rosto. Sentiu cada fresta do seu rosto. Cada nota. Tocava no nariz soava a um mi. Nas bochechas parecia mais um lá. Passou-lhe os dedos pelos lábios e não soou a nada. “Estranho…”, até ele fechar os olhos e escutar. Era como se metade dos habitantes daquela cidade se tivesse juntado para gritar “Beija-me!” em uníssono. Mas não. Eram mesmo aqueles dois marotos, vermelhos, sedutores.


Chegou o esperado momento. Tinha que ser. Nenhum deles conseguia esconder o enorme desejo que os atravessava. Era isso que os fazia viver. Os lábios um do outro. E ambos tinham sede de vida.

É estranho como tudo o que nos parece morto e não nos diz nada por momentos nos dá o mundo. O barco acordou com o leve entrechocar de lábios, espadas tais!, barulho sem igual. O tráfego de pirilampos aumentou e virou tudo um jogo de cores. Quem estivesse por perto perceberia perfeitamente que o coro de grilos começou a trautear uma das mais lindas músicas, enquanto a cigarra cantava o seu solo “Kiss me, Oh kiss me!”. Das profundezas do lago emergiu um mar de bolhas. O lago também se ria. E já não era a primeira vez que ele assistia aquela cena. Tinha perfeita noção do que a sua presença podia fazer por alguém apaixonado.

Ele meteu-lhe a mão na barriga e começou-lhe a fazer cócegas. Interrompeu o momento deles. Mas não faz mal. Já tinha acontecido e não tinha chegado ao fim. Ela adorou. “Perfeito.” pensou.


E naquela noite, o dia foi só deles.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011



Vou-te contar um segredo.
Ontem amei-te. Depois de tantos beijos dados, gestos sentidos, olhares adocicados...
Ontem eu percebi que era eu. Era só eu. Só eu importava. Adoro-te.
Teve tanto sentido para mim... É especial. Mesmo especial.
Sentir que tinha sido escolhido como quem diz e que não tinhas vergonha nenhuma em dizer que eu era teu que tu eras minha.
Dá-me a mão.
Só mais uma vez duas três.

E entrelaça...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Acordei ao teu lado, deitados na areia. O cheiro a maresia e um crá crá constante tentava invadir o espaço onde na noite anterior tinha sido espelhado o amor em doces tragos debaixo de um pequeno cobertor. Os meus braços. O teu leito.
De mãos dadas a passear na rua. Uma vendedora ambulante com mil e uma maçãs do amor. E tu, lambona, agora a comer uma sem me ligar nenhuma. Eu rio-me a olhar para ti. Um babete. É isso! Um babete.
Sentado numa pedra à beira de um lago e tu a mergulhar, nua. A cascata ao fundo a fazer aquele barulho característico e o arco-íris para culminar o cenário. Espera por mim. Mergulho em busca desses seios perfeitos, dumas ancas onde possa encaixar as mãos duns lábios para me perder, puxar-te para mim, amo-te. Tal como eu gosto, perco-me no teu sorriso inocente que vejo surgir por entre duas bochechas coradas de vergonha.
Debaixo desta água salgada é onde me procuras. Vens sentar-te ao meu lado enquanto observo um peixe balão, ao qual prendo um fio e te ofereço. Vamos passear. Ver as algas, as alforrecas, as baleias! Olha ali um navio afundado. Vamos ser caçadores de tesouros?
Hoje está lua cheia, pedi-lhe para brilhar para nós. Anda senta-te. Escreve os nossos nomes aqui onde nunca poderão ser apagados. Vamos! E lá vamos nós em correrias, eu a correr atrás de ti e tu a tentar fugir do que também desejas intensamente. Lá em baixo tiram-nos fotografias. Apetece-me ficar aqui contigo até que elas fiquem a preto e branco.

Se eu fosse Deus, teria feito o mundo mesmo assim. E não diferente. Assim tinha-te a ti.

terça-feira, 28 de junho de 2011


Eu não sei nem nunca soube escrever. As pessoas é que gostam de me ler. Tenho a certeza que se andasse com os meus textos pela rua, vestidos, passaria despercebido.


domingo, 26 de junho de 2011

Cócegas nas orelhinhas.

Já se conheciam. Bem de mais. Mas nunca tinham estado juntos, pelas mais diversas razões. Naquele dia, sem mas nem porquê, conseguiram. "Estou aqui. Vens ter comigo?" e ele foi. Encontrou-a sentada, à espera dele, naquela paragem de autocarro. Foi ele que a viu ao longe, ficando a admirar a sua beleza antes de ir ter com ela. E quando se viram, os olhos brilharam. Trocaram um sorriso. Ele abraçou-a com toda a força do mundo, como quem diz que quer ficar ali, com ela, para sempre e nunca mais largar. Nenhum deles falou, não era preciso.
Agarrou-a pela mão e puxou-a ali para o lado. Tudo nela era perfeito. A saia que nem lhe assentava nada bem, as unhas pintadas que ele nunca gostou. Mas o sorriso, os olhos onde ele se podia perder durante todo aquele tempo, até a pequenina cicatriz ao pé do nariz... Deu-lhe um mimo, mexeu-lhe nas orelhas pequeninas fazendo-a contorcer-se de riso. Memorizou cada pequenino gesto.
Pegou-lhe na mão e pousou-a no seu peito para ela sentir o seu coração pequenino a bater intensamente. E ela corou.
Falaram e falaram. Riram juntos. Ela lá lhe deu uma de tia e apertou-lhe as bochechas.
Despediram-se com um beijo.

Ele? Ficou a sonhar com uma próxima vez.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Estranha poesia.



Quero re-nhe-ser
feito chão para
lacrimealeijam muito
num lugar onde
tectoés e eu me perco
em nhelabirintos
intemporais.
O caranguejo na
praia ou o mocho
na ramárvore
à escuta.
Lesma estrelada.

2 pinguins de
ajuntapata dada
aluados no chão.
esparramados depois
do lusco fusco de
um universordado
a estrelas.
Balão ondulado
nocturno de dia
em cada manhã
tarde e noite.
Brilhante almofada.

Borboleta que de
unicolorida te
fizeste mil
cores. Em apenas
3 palavras que
inconsequentes pensadas
mas óbvio
sentidas.
3 palavras de
3 cores de
amarelo, preto
e verde.
Adormece-me nas asas.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Sei de tudo o que passei a teu lado. Sei. Foi bom, super bom, conheci-te no lado bom da vida. Mas quero-te pedir desculpa. Quero-te pedir desculpa porque não fui capaz de cuidar de ti. Porque não estava contigo naquele dia. E tu contaste-me, a história já escrita nas lágrimas que palpavam caminho abaixo no teu rosto. "Fui roubada". Eu olhei-te para dentro do peito mas ainda lá tinhas o coração. "Não, não é isso...". E eu tive medo. Na tua face apenas podia ver um pequeno arco a apontar para baixo. As tuas costas? Nuas. Não tive reacção... Mas onde estava eu quando tu precisavas de mim?
Percebi. Roubaram-te o sorriso, meu anjo. E as asas? E agora, nem eu nem ninguém para tas devolver. Prometo que vou andar contigo, carregar-te ao colo, plantar-te 2 sementinhas e olhar por elas todos os dias. No teu rosto vou ver um sorriso ainda mais bonito do que o primeiro. Nas costas duas asas ainda mais resplandecentes. E eu? Eu vou ser feliz. Prometo.

A anjos não se cortam asas.