quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Não me contes segredos alheios. Quero saber os teus. Quero conhecer-te as manhas e os feitios. Quero conhecer-te os contornos por dentro. Quero ver com os teus olhos, essa vida que levas, para que a entenda e te ame. Quero que me vejas como eu me vejo, para que entendas o sentido de tudo em mim e em ti. Quero porque querer sempre nos bastou e nunca nos impediu de, com um olhar, fazer amor eternamente, ao luar, de velas acesas.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cresce dentro de mim...

Cresce dentro de mim um novo amor. Uma nova forma de te aperfeiçoar os cantos e recantos desse teu delicioso coração.
 Há uma amargura que se apodera de mim e me transforma na pessoa que durante a noite não quer saber de ti. Mas que durante o dia se preocupa, que se prepara durante horas para cuidar, para te receber de braços abertos, para te beijar de novas formas, sempre com o amor na ponta dos dedos. Aperta-me as entranhas saber que o teu sorriso poderá não ser tão verdadeiro como gostaria que fosse. Que o teu olhar seja falso, deprimente, triste, enfraquecido como nunca o fora. Ou que a alma te seja sugada por uma espécie de horror qualquer que te invada o corpo apenas com esse efeito. 
Eu estou aqui meu amor. Estou aqui para te defender, para te livrar de todo esse mal que poderá alcançar o teu ser, a tua pessoa, o teu coração.

Não quero que percas essa tua amorosa personalidade. Esse teu amor que só eu vejo. O amor que me transmites só de olhar para mim, só me tocar com os teus dedos, o teu jeito, a tua maneira carinhosa de me fazer abraçar-te. Apodera-se de mim um carinho que só tu sabes acordar dentro de mim.

Não me faças perguntas difíceis, meu amor. Não me faças prometer algo que eu não saberei cumprir. Sinto-me mal, agora. Talvez porque ter de conviver contigo sem me lembrar do que passámos será um fardo demasiado pesado para carregar. Sei que vais carregá-lo comigo, meu anjo. Mas ele não se tornará mais leve por isso. Muito pelo contrário. Vai custar mais, por saber que carregas o mesmo fardo que eu. Por saber que, como se não bastasse, terás também de carregá-lo. E tu não mereces isso. Apesar de saber que tu pensas que eu penso que mereces. Não guardo rancor nem ódio. Guardo apenas a saudade dos nossos corpos fundidos num só. Das nossas mãos entrelaçadas ou dos passeios pelo parque que nunca demos. Guardo a saudade das tardes chuvosas no sofá, das manhãs geladas na cama e das noites entre amigos.
Guardo o meu amor por ti. Que vou sentido, dia após dia, e protegendo. Para evitar as nossas mágoas. Guardo a certeza de que me amas e me queres mais que ninguém. Mas que, por nós, vais esconder do mundo e seguir a tua vida.
Não te prendas, meu amor. Não te prendas por mim nem por esse amor que sentimos. A vida é assim. Por mais que isso nos custe. Longe ou perto, estarei sempre aqui. Contigo.

Com amor, da mandita.

domingo, 7 de outubro de 2012

Receio apaixonar-me por ti. Que o tempo que passamos juntos, até depois do adeus, não seja suficiente, tal como o tempo passado nos teus braços, em que me sinto liberta do mundo, nem que seja só por alguns segundos. Receio principalmente ser enfeitiçada pelo teu sorriso constante e pelos teus olhos, sóbrios e livres de qualquer ódio ou dor. Com o teu cabelo é a mesma coisa. Cai em madeixas perfeitas, pequenos tufos que sonham ser caracóis sem casca. Tens patas de corvo nos olhos, as melhores marcas, e a voz de mel que sai dos teus lábios acalma e adormece todos os meus receios. Receio apaixonar-me por ti.
Ups.

sábado, 6 de outubro de 2012

Tantos pesadelos...

Tenho 22 anos neste momento. 22 anos que passaram sem me aperceber, sem lhe dar a mínima atenção. E então, hoje parece que me apercebi que estava a perder a minha vida. As coisas mais pequenas, as tais a quem eu devia dar importância ou um significado ainda maior, surgiu-me assim, como que de repente. De tanto que já fiz de mal, de tantos pesadelos a que sobrevivi e a tantos sonhos em que me mataram, cortando-me o fôlego em tantos momentos durante tantas noites, cresce agora dentro de mim uma força, um turbilhão de vidas e histórias para serem contadas e sinto não ter o tempo necessário para o fazer. Julgo, sem saber o tempo que tenho de vida, como se culpasse o tempo, talvez, por não conseguir escrever e viver tudo o que eu quero. Parece que todos os pesadelos que me atormentam à noite, se tornaram na única fonte de inspiração, os únicos que libertam a adrenalina presa no meu corpo.

 O meu alter-ego quer um mausoléu digno de um rei. Não sei se isso alguma vez será possível!!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Talvez seja só eu.

Eu cá sou da opinião que no amor, o mundo sente-se a dois. Tudo pouco importa quando se tem alguém que partilhe os dias connosco.