quinta-feira, 28 de abril de 2011

A mim sempre me assombraram o coração, mas agora, agora assombram mais.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Paleta de tinta

(...)
- "E se o carteiro não vier?"
- "Escreves outra carta!"
- "Não posso passar a vida a escrever cartas. Não seria saudável!"
- "Não seria saudável para quem?"
- "Para ninguém!
Para além de que se gasta muita tinta e o [meu] coração já tem pouca..."





[dialogo de um sonho]
M* .

segunda-feira, 25 de abril de 2011

E depois identifiquei a tua pior característica em mim: a dormência. Como me atacavas os músculos e passavas completamente ao lado do coração. Talvez tenha sido por isso, talvez fosse mesmo preciso deixar o coração de lado para te conseguir amar. 



Quero voltar ao sítio onde as palavras emudeciam os dedos de tantas aguarelas pintadas.



domingo, 24 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Néaltrú # 5

Eu não tenho medo de lutar. Eu nasci para isso.
Eu apenas tenho medo que as forças me falhem... que não cheguem...




.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A crise faz mal aos corações!!

Anda tudo a ficar solteiro. E isso deixa-me preocupado. Ponho as minhas culpas na crise. Sem trabalho, não há dinheiro. Sem dinheiro, não há prendas, não há saídas ou passeios. A crise, essa cobra carregada de veneno só faz mal...


A CRISE FAZ MAL AOS CORAÇÕES!!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Que não tenham ideias próprias ou que não se saibam expressar ainda entendo... Agora, o que é que leva uma pessoa a assumir um texto de outra como seu num espaço público escapa-me completamente.
Quão estranho é ter saudades de ter medo?
Pulga

no,

Recuso-me a acreditar que foste outra coisa que não verdadeiro.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Faltará sempre a melodia que lhes invade o coração.

Os homens. E quando digo homens, digo mesmo homens de cavalheirismo, onde pelo menos o respeito pelo sorriso feminino está sempre presente. São estes homens, de caneta e papel na mão que tentam de alguma maneira elevar a escrita às simplicidades de uma normal mulher. Falam por metáforas, usando sempre as palavras coração. Carinho. Braços. Beijos. Paixão. Sexo. Segredos. Tremores. Vozes. Saudades. Canções. Delicadeza Forma. União. Simpatia. Sorriso. Lindo. Bonito. Desejo. Complexo. Deformação. E uma variedade de palavras que nem o dicionário se lembraria alguma vez de usar num só texto. Quando falo nos homens, falo de mim, falo de todos aqueles que tentam escrever com o jeito, com o carinho, com a atenção, com o sentimento que a mulher de inteligências sobre-dotadas, ou apenas amores eternos escreve diariamente, esperando pelo seu amado para que lhe seja vista a grandeza da paixão que lhe vai em tão belo coração que dita por palavras, saídas da ponta da caneta, coordenada pelos dedos que tocam no corpo do homem com tão suave gentiliza.

Todos eles tentam. Poucos conseguem. E se acham que conseguem, pensam sempre que um dia conseguirão. Mesmo sabendo que não são mulheres, que as mamas nunca lhe hão-de crescer pelo peito, ou que o órgão lhes seja sugado para dentro, dando ares de outra coisa qualquer. Os que tentam, todos os dias vasculham nos textos das mulheres que escrevem, palavras, sensações, ou apenas a maneira feminina de usar as palavras para descrever de forma querida e simpática, nunca deixando a saudade e o amor das palavras que usam. Eu tento, não escrever como elas. Mas ter em algumas palavras o mesmo sentimento que elas deixam em só uma. No inicio é difícil, mas depois de conseguir tirar-lhes o ritmo dos pulmões, torna-se cada vez mais fácil, escrever como se tivesse o dito órgão vermelho nas mãos.

Faltará sempre a melodia que lhes invade o coração para conseguir escrever como elas.

"Não quero por ninguém a chorar, nem por ninguém com o coração aos pulos por lerem o que escrevo. Simplesmente apetece-me; De tantas vontades que me surge na cabeça, uma delas, é partilhar uma representação do sentimento que nunca deixará de ser cego, surdo e mudo. Chamai-lhe então o que entenderem."

Que tristes que fomos. Nunca estivemos na mesma frequência, faço mea culpa, à minha falta de coragem, e espero que faças ao teu curto intelecto. Nunca percebeste que não gosto de fumar, que me engasgava e tossia, cigarro após cigarro, manhã após manhã. Não entendeste que os fumos apenas me serviam de desculpa para te falar, cravar um cigarro ou pedir lume. Não era bastante evidente o eufemismo escondido no ‘dás-me lume?’, pelos vistos não. Tristes que somos, passando manhas escondidos atrás de clichés assumidos no seco gesto de acender um isqueiro. Que triste que serás se continuares a carregar esse tipo de lume no bolso.



Não serão as maiores dificuldades (ou desafios) da vida sermos e não sermos nós próprios?


Nós, nós, nós na cabeça...


Coimbra

vocês fazem o resto parecer tão pequenino (:

'Inner Glow'*


'E hoje...', começa na esperança de entrar num assunto mais sério. 'Hoje aconteceu-me isto...', e enquanto vai relatando os factos para entrar no verdadeiro assunto, é interrompida.
'Sim, mas aconteceu que...', volta ao ataque. Não tem culpa, nunca foi uma pessoa de ir directa ao assunto e sempre teve esperança que a ouvissem em tudo, desde as teorias sem nexo passando aos assuntos de maior valor, tal como ela faz a todos. Nunca teve essa sorte, e por isso guarda para si.
E é quando chora no silêncio escuro do quarto, que alguém lhe pergunta 'Que se passa?'. Ora agora? Pois agora já não se passa nada. Dêem-lhe só férias, que é de férias que ela precisa.

Pulga

*Título da música dos Blue October que tem este verso no refrão: 'if you fail, at least you tried'

domingo, 17 de abril de 2011

O Facebook, essa coisa do século vinte poucos e um.

O Facebook, essa coisa do século vinte poucos e um. Essa ferramenta que nos mostra tanta coisa, nos dá tanta coisa. Tiranos nesses mesmos instantes, o tempo. A vida. A todos os instantes os perfis são actualizados. Fotografias novas são adicionadas aos álbuns de cada pessoa. Pessoas carregam em botões com a palavra “iLike” ou “Gosto”. Partilham-se vídeos. Partilham-se histórias, histórias de amor, de tristeza, de vergonha, de mau olhado. Partilham-se músicas. Partilha-se a vida que se viveu num instante, que se registou em fotografias para sempre. São adicionados comentários. Formam-se amigos. Dão-se conversas. Discutem-se novas ideias. Procuram-se pessoas. Encontram-se familiares. mostra-se ao mundo o que se viveu. Dá-se os bons dias a uns, a outros beijinhos. A um em especial um amo-te bem grande. Há motivos para continuar a gostar de partilhar as coisas. Ora seja para se mostrar, ora por diversão, ora por prazer.

A cada dia, há um novo começo. Uma nova pessoa para conhecer. Um abraço para dar ao familiar que está longe. A um tio que nos encontrou por acaso no motor de busca. Os risos são constantes, principalmente sempre registados em fotos onde a diversão está sempre presente. Rapazes cobiçam os perfis das raparigas. Raparigas procuram o rapaz mais bonito da sua cidade. A saudade de ver o ex namorado, ex amigo, sobe ao peito quando se encontra as coisas que fez com os amigos. Cria nós no coração, cada instante que passa e se fica com a sensação de que ainda não se comentou a foto da amiga, o video do amigo, a música do primo, e a carta de amor da namorada(o).

A vida é-nos curta, e continuamos a perder algum tempo, a colocar na Internet, as coisas que nos fazem rir, sofrer, lutar, chorar. Achamos que vale sempre a pena, partilhar com o mundo a felicidade que temos com aqueles que não a têm. E as nossas lágrimas com quem ainda não sentiu as deles.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Estou velho de mais...

Estou velho de mais para conseguir arranjar uma namorada. E novo de mais para pensar em casar. Com 21 anos, por muito que de casa saia, e vá até outras cidades do país. Difícil é o encontrar de gente, do sexo feminino, com quem se comece por uma conversa e se acabe apaixonadamente num amor louco. Ou apenas o inicio de uma relação amorosa.

O mais difícil, é o arranjar de uns quantos pares de amigos, dos quais nunca tive, criar os laços, e arranjar desse meio estranho de tantas pessoas, uma menina interessante.

Desfaço-me em lágrimas, por saber o quão impossível com esta idade e nesta terra é, difícil encontrar alguém assim tão especial, importante, interessante e de palavras na boca que me façam querer algo mais do que uma pequena amizade de tardes.

Ps: Para quem quiser ler mais textos meus. Clicar!

São as coisas que tu fazes...


São as coisas que tu fazes, que me fazem cair de amores por ti.


Ps: Para quem quiser ler mais textos meus. Clicar!

terça-feira, 12 de abril de 2011

São vidas.

Gostava de saber que mundo é este onde é preciso gozar com os outros para nos sentirmos bem.
Não que me oponha ao escárnio, a vários mal-dizeres tão saudáveis que até, ou deveriam, fazer rir a própria pessoa visada (não há por aí muito amor-próprio para tal).

Que raio de mundo este onde só nos colocamos no lugar do outro depois de as palavras já terem saído a sete pés da nossa fossa bocal (perdão, boca. A merda está na cabeça).

Sempre me disseram para eu não fazer aos outros o que não quero que me façam a mim. Consigo imaginar a pessoa que disse isso... de certeza que morreu cedo. A bondade pode matar-te e este mundo tornou-se uma local de guerra.

Com apenas 21 anos vividos apercebo-me do podre em que constantemente vivemos. Gostava de perceber em que ponto da História passámos a valorizar mais a zombaria em detrimento da valorização pessoal de cada um.

As pessoas deixaram de se aperceber que aquele azeiteiro ali pode-se sentir bem com o que veste e vive bem com isso. Deixaram de se aperceber que aquela a quem chamam "gorda" sofre todos os dias por não conseguir emagrecer apesar dos esforços. Deixaram de se aperceber que toda a opinião tem valor (nem que seja o valor de merda). Deixaram de se aperceber que o silêncio pode fazer a diferença. Deixaram de se aperceber que aquela pessoa que todos apelidam de "feia" e que constantemente discriminam pode ser alguém de uma beleza interior inigualável, de tal modo fascinante que nos faça ser mais, melhor e nos entorpeça de tão apaixonados que podemos ficar. Deixaram de se aperceber que discriminam mesmo involuntariamente porque não são capazes de viver com a diferença. Deixaram de olhar para dentro de si próprios preocupados com o mundo lá fora. Deixaram. A sub-leveza do ser...

Confesso. Muitas vezes deixo de responder a bocas ou provocações, não porque não tenho resposta, mas simplesmente porque penso não valer a pena descer tão baixo. Talvez ninguém se aperceba da importância dos pequenos pormenores. Talvez nem haja muita gente a dar importância a pequenos pormenores.

Uma coisa é certa. Todos os momentos contam e todas as nossas decisões, actos e acções fazem diferença.

Eu não me importo de ser gozado. Não mesmo. E rio-me nas vossas caras pelo facto de me tornarem objecto de gozo.
Não me afecta... aliás, afecta mas não me deita abaixo! Ficar mal seria dar importância. E importância é coisa que não se dá a quem não merece. Afecta simplesmente ao ponto de me sentir obrigado a escrever este texto.

Deixem-me acabar explicando-vos uma coisa. Tudo deixa marca. As pessoas podem perdoar, mas não esquecem.
E as desculpas não se pedem, evitam-se.

domingo, 10 de abril de 2011

2.º encontro "letras no caminho"

Depois de um 1.º encontro do "letras no caminho, a 12 de Fevereiro, em Braga, que correu muitíssimo bem, decidimos partir para o 2.º - será dia 21 de Maio (um sábado), por isso, marca já o dia na tua agenda, junta os amigos e junta-te a nós!

Até ao dia 21 de Abril, estará disponível uma sondagem aqui no blogue para escolherem onde querem que seja: Aveiro, Coimbra, Porto ou Sintra.

Fica atento aos desenvolvimentos!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

conversas

- "Gostas dele, não é?"
É.
- "Há quanto tempo?"
Há tempo suficiente para sentir que já chega!... Que já chega de chorar e de sofrer (...) Que já chega de ter saudades dele, já chega de o querer, já chega de o procurar (...) Há tempo suficiente para saber que já chega de o amar! Há tanto tempo que já nem sei. Há tanto tempo que já nem me lembro de mim sem ele, do meu coração sem ele e da minha vida sem ele. Há tanto tempo que já me perdi no tempo.

há tanto tempo que já não consigo tirá-lo de mim...
e cada vez gosto mais dele. como se ele me incentivasse a isso.
mas não o faz. aliás, nunca o fez.
Para poder voltar a amar é imperioso deixar morrer o amor.

Pedro Paixão

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vulnus


Bicho ferido, é isso que sou.
Um bicho ferido, encurralado a um canto.
Mas como bicho que sou, sou orgulhosa. Então rosno, mostro os dentes e as garras.
Magoo [até quem não merece].

E força para me pôr no colo?

Borrega

Créditos:
Imagem:
a pantera do meu Clipper

Guarda a sua voz doce...

Eras capaz de magoar quem sempre te tentou mostrar que o coração fala mais alto que a cabeça? Ou se não fala deveria? Se essa pessoa fosse a pessoa que pensas amar e pensas passar o resto da vida. Não tenhas medos, diz-lhe. Diz-lhe de sorriso posto no rosto, a verdade que sentes aí dentro. Não esperas por morrer para dizer tudo o que lhe queres dizer. Podes fazer essa pessoa que te é tão querida chorar. Acredita que é melhor agora que nunca. Nunca puxes nada do bolso que a possa magoar. Tens milhares de vezes para lhe mostrar o que o coração realmente sente. Vergonha toda agente tem. Ter medo ainda é mais natural. Deixa que ouça a tua voz, enquanto te vais desfazendo em lágrimas, até que te apercebes de duas coisas possíveis. Que enquanto falavas para ela, apercebeste-te que ela\e é a pessoa com quem queres passar os melhores momentos que possam existir sabendo que poderão haver sempre os horríveis, a outra coisa, é a de que ela não ser a perfeição em pessoa. Não é a pessoa que esperas para já casar e ter filhos. Não esperes para quando a morte te esteja a tocar nos ombros, gritando contigo dizendo que tens de ir embora. Não esperes pela velhice para lhe dizeres tudo o que hoje não tens coragem de lhe dizer.

Quando tu te fores. Guarda a sua voz doce ou amarga na tua memória. E mostra-lhe sempre um sorriso.

É tudo o que eu tenho para partilhar por agora.

domingo, 3 de abril de 2011



Se quando morrermos vemos a nossa vida a passar-nos à frente em estilo de filme no modo rápido, eu tenho a certeza que não vou querer ter espelhada na retina nenhuma imagem de algo que não me desperte verdadeiro amor.. Parei de jogar pelo seguro, agora jogo pela adrenalina do não saber, apenas amar.

Néaltrú # 3 . 1

Entende que:

Um "tenho saudades tuas", nem sempre significa um "quero estar contigo".
... um "quero estar contigo" nem sempre significa um "gosto de ti".
Contudo, um "gosto de ti" quase sempre significa um "quero estar contigo" e na maior parte das vezes, significa também um "tenho saudades tuas" constante!

sábado, 2 de abril de 2011

não me perguntes como fiz para te esquecer.
eu não te esqueci, mas aprendi a viver sem ti.

e sabes que mais? sou feliz assim!
«I can’t think of any greater happiness than to be with you all the time, without interruption, endlessly, even though I feel that here in this world there’s no undisturbed place for our love, neither in the village nor anywhere else; and I dream of a grave, deep and narrow, where we could clasp each other in our arms as with clamps, and I would hide my face in you and you would hide your face in me, and nobody would ever see us any more.»
The Castle, Franz Kafka

despedida!

Venho com muita pena informar que, por falta de tempo e por uma questão de prioridades, vou abandonar o blogue "letras no caminho".

Espero que o continuem com o mesmo amor de sempre, terei saudades de pertencer a esta grande família!

Um grande abraço a todos e a cada um. Adeus!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Simplesmente porque sim..

Porque não importam às vezes que dizemos que "Não" em voz alta, o nosso coração gritando que "Sim" abafará qualquer som que saia da nossa boca. Porque, por incrível que pareça, nem toda a gente se apaixona por nós ao mesmo tempo que nos apaixonamos por elas. Porque, por muitas vezes que queiramos manter uma amizade perto, ela nos escapará pelas mãos se ambos não a souberem agarrar. Porque quando alguém se interessa por ti da forma mais genuína que existe, sorri-te com os olhos e só depois se atreve a delinear curvas com os lábios. Porque quem realmente te ouve, ouve-te em silêncio sem serem necessárias palavras. Porque tudo o que sonhámos é o mais difícil de acontecer mas o que dá mais gozo conquistar. Porque não importa quantas vezes irás cair na vida, arranjarás sempre forma de te erguer e tropeçar novamente. Porque conhecer alguém requer tempo, e digo isto no pleno sentido da palavra. Porque neste momento, uma saudade enorme me invade e angustia, sabendo que nada fiz para o perder.

Só porque hoje me lembrei que ainda pertenço aqui...