quinta-feira, 30 de junho de 2011

Just imagine

Mostrei-te o dedo e refilei:
"Olha, olha! Tem uma ferida."
E antes mesmo de te contar a história da ferida, levaste inconscientemente o meu dedo à boca e beijaste-o.

Ponderei mostrar-te o coração.


Vou-te contar um segredo.
Ontem amei-te. Depois de tantos beijos dados, gestos sentidos, olhares adocicados...
Ontem eu percebi que era eu. Era só eu. Só eu importava. Adoro-te.
Teve tanto sentido para mim... É especial. Mesmo especial.
Sentir que tinha sido escolhido como quem diz e que não tinhas vergonha nenhuma em dizer que eu era teu que tu eras minha.
Dá-me a mão.
Só mais uma vez duas três.

E entrelaça...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quero voltar a entrelaçar corações e não apenas dedos.

Vamos ser fortes.

Nós vamos arranjar algum coisa. Vais arranjar trabalho agora nas férias para que não estejas longe de mim, nem eu de ti. Eu gosto de ti. Só me preocupo contigo. És tu que me fazes feliz. É contigo que me importo mais. Chegámos até aqui sozinhos e não vamos desistir um do outro agora. 

Vamos ser fortes. Vamos?
Acordei ao teu lado, deitados na areia. O cheiro a maresia e um crá crá constante tentava invadir o espaço onde na noite anterior tinha sido espelhado o amor em doces tragos debaixo de um pequeno cobertor. Os meus braços. O teu leito.
De mãos dadas a passear na rua. Uma vendedora ambulante com mil e uma maçãs do amor. E tu, lambona, agora a comer uma sem me ligar nenhuma. Eu rio-me a olhar para ti. Um babete. É isso! Um babete.
Sentado numa pedra à beira de um lago e tu a mergulhar, nua. A cascata ao fundo a fazer aquele barulho característico e o arco-íris para culminar o cenário. Espera por mim. Mergulho em busca desses seios perfeitos, dumas ancas onde possa encaixar as mãos duns lábios para me perder, puxar-te para mim, amo-te. Tal como eu gosto, perco-me no teu sorriso inocente que vejo surgir por entre duas bochechas coradas de vergonha.
Debaixo desta água salgada é onde me procuras. Vens sentar-te ao meu lado enquanto observo um peixe balão, ao qual prendo um fio e te ofereço. Vamos passear. Ver as algas, as alforrecas, as baleias! Olha ali um navio afundado. Vamos ser caçadores de tesouros?
Hoje está lua cheia, pedi-lhe para brilhar para nós. Anda senta-te. Escreve os nossos nomes aqui onde nunca poderão ser apagados. Vamos! E lá vamos nós em correrias, eu a correr atrás de ti e tu a tentar fugir do que também desejas intensamente. Lá em baixo tiram-nos fotografias. Apetece-me ficar aqui contigo até que elas fiquem a preto e branco.

Se eu fosse Deus, teria feito o mundo mesmo assim. E não diferente. Assim tinha-te a ti.

D. Duarte.

Era uma vez. Certo dia, quando ainda mal te sabia os passos, pensei em ti e tu apareceste. Foi de uma magia inexplicável que até amarrotei o copo de plástico que tinha na mão. Apaixonei-me pela maneira como falavas e abarcavas qualquer assunto que atiravam à mesa. Os teus olhos percorriam todos os cantos daquela sala e, não fosse a tua maior virtude a perspicácia, encontraram os meus num piscar. E depois, apaixonei-me pela rapidez dos teus dedos e pelos sons que vinham das tuas mãos. A minha barriga cresceu com as borboletas que nos rodearam.

Hoje somos a 3ª pessoa. Ele faz par com ela porque são o Sol e a Lua. Ele é alto, tem as costas largas e o cabelo preto. As mãos são grandes e deslizam perspicazmente. Dos seus olhos emana um verde que reluz nas noites mais frias, brilha nos dias de chuva e clareia nos dias de Sol – o espelho do que realmente os guia, uma esperança infinita. Tem ares de quem sabe do que fala – dizem que sabe mesmo – e sorri da maneira mais subtil. Não gosta da vaidade, mas é da espécie das fénix. Renasceu num ser individualista e independente, contudo do sentimentalismo exagerado. Ela é assim-assim, mas está à medida do seu queixo, pelo menos chega-lhe lá o nariz. O mar cresceu com ela, as ondas no cabelo ladeadas de um fogo que arde sem se ver e o azul-espuma nos olhos. Habituou-se a escrever porque é assim que sonha. É uma personagem do século passado, a quem cabe amar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a alma os separe; e que vive para um altruísmo que a arrasta até à noite. Hoje bate-se com o pé porque se voltaram a ver. O nome dele ressoa nos cantos dos corredores onde se encontraram pela primeira vez. Um par de sofás e um par de almas perdidas à espera de só-mais-uma-aula. Hoje bate-se com o pé porque o Amor se escreve com letra grande e o alarido é feito à varanda. Ela não veste um vestido branco, porque prefere ir com um azul manchado de pintas brancas – da não-formalidade. Hoje dança-se porque ela corre para os braços dele e puxa-o para a varanda. Formam o par real da realidade que é o sonho.

Hoje reclamo o que é meu, porque eu estava lá primeiro. E quanto te vi, imaginei como seria voltar a ser ao teu lado. E porque há sonhos que sabem melhor ao vivo, encontrei-te num banco do rio e sentei-me ao teu lado. Desdobrei a força do abraço que me deste e adormeci ali, ao teu lado. Hoje sorrimos para os que nos admiram – nós mesmos.

Hoje somos a 3ª pessoa. É uma vez nós.

terça-feira, 28 de junho de 2011

foste,

E, sem cerimónias, empurraste-o falésia abaixo.

Eu não sei nem nunca soube escrever. As pessoas é que gostam de me ler. Tenho a certeza que se andasse com os meus textos pela rua, vestidos, passaria despercebido.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Queres que seja estrela. Por vezes sou pirilampo.
Outras vezes sou só o nada no escuro.

domingo, 26 de junho de 2011

Cócegas nas orelhinhas.

Já se conheciam. Bem de mais. Mas nunca tinham estado juntos, pelas mais diversas razões. Naquele dia, sem mas nem porquê, conseguiram. "Estou aqui. Vens ter comigo?" e ele foi. Encontrou-a sentada, à espera dele, naquela paragem de autocarro. Foi ele que a viu ao longe, ficando a admirar a sua beleza antes de ir ter com ela. E quando se viram, os olhos brilharam. Trocaram um sorriso. Ele abraçou-a com toda a força do mundo, como quem diz que quer ficar ali, com ela, para sempre e nunca mais largar. Nenhum deles falou, não era preciso.
Agarrou-a pela mão e puxou-a ali para o lado. Tudo nela era perfeito. A saia que nem lhe assentava nada bem, as unhas pintadas que ele nunca gostou. Mas o sorriso, os olhos onde ele se podia perder durante todo aquele tempo, até a pequenina cicatriz ao pé do nariz... Deu-lhe um mimo, mexeu-lhe nas orelhas pequeninas fazendo-a contorcer-se de riso. Memorizou cada pequenino gesto.
Pegou-lhe na mão e pousou-a no seu peito para ela sentir o seu coração pequenino a bater intensamente. E ela corou.
Falaram e falaram. Riram juntos. Ela lá lhe deu uma de tia e apertou-lhe as bochechas.
Despediram-se com um beijo.

Ele? Ficou a sonhar com uma próxima vez.
No escuro há o medo.

M.

Os sentimentos são algo demasiado exacerbado para que alguém se orgulhe de dizer que possui plenas capacidades para os explicar, por isso, não vou ser eu, reles e triste ser, que o vou fazer. Apenas vou dizer que gosto muito de ti, não digo amo-te porque acho ridículo o cliché que se formou, nem adoro-te, porque adorar nos remete à loucura. Apenas vou dizer que gosto de ti, porque o universo é composto de uma dimensão tal que amanhã os meus átomos poderão estar a alimentar a terra, mas que apesar de disso, se um dia puder celebrar a honra de ter uma alma, vou lembrar-me de te agradecer.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

a curto e a longo prazo.

"Quando tu escolhes alguém para amar e partilhar o resto da vida, não escolhes só a pessoa. Escolhes também a sua família, os seus problemas, as suas memórias, os seus defeitos e filosofias. Escolhes tudo isto, porque é o que constitui a pessoa que amas. São, precisamente cada uma dessas coisas, que fazem dela aquilo que tu aprecias. Podes não estar sempre de acordo, pode tirar-te horas e dias com o teu amor, pode magoar-te o coração, mas a escolha será sempre tua. E é aí que se vê a consistência do amor. Quando conseguimos ensinar o coração a aceitar, a ouvir e aguardar que o nosso lugar fixo surja na vida da outra pessoa, ao seu próprio ritmo, até nós passarmos a fazer parte precisamente dessa família, desses problemas, das memórias, dos defeitos e das filosofias - e a sorrir e a sofrer por elas como se fossem nossas."




Eu sou tão bom de amar que temo por ti.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

sdrawkcab

calou-se. enquanto a olhava sentia-se envolvido por uma ternura desconfortável, como se sentisse o fulguroso crepitar da lareira em pleno verão. tentava escapar ao contacto directo entre os olhares - as lágrimas que derramava eram ainda um segredo. sentou-se numa pedra a fingir de banco e rodou disfarçadamente o corpo para ver se ela lhe seguia o gesto. ela, porém, permanecia imóvel. voltou a tapar o rosto com as mãos e quando o ergueu de novo, ela tinha desaparecido.


outra vez o mesmo assunto?; a exaltação dominava o seu olhar furioso; não te disse já que não queria falar sobre isso?; mas eu só queria saber porque é que não me disseste nada; não tens nada a ver com isso, se não disse foi porque não havia nada para dizer!; ele olhou-a de cima a baixo sentindo-se um tanto ou quanto perdido: não querias que eu soubesse? porquê?; um pesado silêncio abraçou as suas vozes, mas não demorou a ser quebrado: cala-te!


enternecidos, os olhares dos dois cruzavam-se constantemente. e não só os olhares. também os lábios e as línguas. quem os viu garante que o cheiro era a felicidade com um travo delicioso de limão. por momentos paravam, de mãos dadas e corpos cruzados. paravam tão-só para se contemplarem um ao outro. entre dois sorrisos e meio copo de leite, ele pegou numa caneta e desenhou-lhe um coração nas mãos. ela sorriu. um momento de silêncio: porque é que não me disseste nada?


esta é que era a ordem certa, meu bem.




PS: Já agora, parabéns à Carolina (PR''), autora deste blogue, que hoje faz aninhos :b

Estranha poesia.



Quero re-nhe-ser
feito chão para
lacrimealeijam muito
num lugar onde
tectoés e eu me perco
em nhelabirintos
intemporais.
O caranguejo na
praia ou o mocho
na ramárvore
à escuta.
Lesma estrelada.

2 pinguins de
ajuntapata dada
aluados no chão.
esparramados depois
do lusco fusco de
um universordado
a estrelas.
Balão ondulado
nocturno de dia
em cada manhã
tarde e noite.
Brilhante almofada.

Borboleta que de
unicolorida te
fizeste mil
cores. Em apenas
3 palavras que
inconsequentes pensadas
mas óbvio
sentidas.
3 palavras de
3 cores de
amarelo, preto
e verde.
Adormece-me nas asas.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Sei de tudo o que passei a teu lado. Sei. Foi bom, super bom, conheci-te no lado bom da vida. Mas quero-te pedir desculpa. Quero-te pedir desculpa porque não fui capaz de cuidar de ti. Porque não estava contigo naquele dia. E tu contaste-me, a história já escrita nas lágrimas que palpavam caminho abaixo no teu rosto. "Fui roubada". Eu olhei-te para dentro do peito mas ainda lá tinhas o coração. "Não, não é isso...". E eu tive medo. Na tua face apenas podia ver um pequeno arco a apontar para baixo. As tuas costas? Nuas. Não tive reacção... Mas onde estava eu quando tu precisavas de mim?
Percebi. Roubaram-te o sorriso, meu anjo. E as asas? E agora, nem eu nem ninguém para tas devolver. Prometo que vou andar contigo, carregar-te ao colo, plantar-te 2 sementinhas e olhar por elas todos os dias. No teu rosto vou ver um sorriso ainda mais bonito do que o primeiro. Nas costas duas asas ainda mais resplandecentes. E eu? Eu vou ser feliz. Prometo.

A anjos não se cortam asas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Faz figas!

Quando eu era pequenino, disseram-me que se eu quisesse muito uma coisa, fazia força, muita força e figas! e fechava os olhos e, como por magia, essa coisa aparecia.
Estás longe. Muito longe. E eu sinto tanto a tua falta. Mas ontem, voltei aos meus pequenos 5 anos. Fechei os olhos, fiz figas e fiz muita força! Foi quando senti aquele beijinho molhado na testa. Daqueles que tu tanto gostas. Olá borboleta. Vem e fica esta e outra noite. Vamos sonhar os dois, pequeninos. Enrolados. Gosto de ti sabes?
E percebi que quando se quer muito muito muito uma coisa, a distância desaparece.
Quando eu era pequenino, disseram-me que se eu quisesse muito uma coisa, fazia força, muita força e figas! e fechava os olhos e, como por magia, essa coisa aparecia.



(...) se balouçava numa teia de aranha


domingo, 19 de junho de 2011

senhor manel.

Tu és tu sempre
Que tu és
És mesmo tu
Quando pensas que és outra coisa
Tu pensas que não
Mas tu és mesmo bom
A ser sempre quem és
Daí o teu motivo ser inapagável
Daí o teu desejo ser incontornável
O prazer é tao maliável
Daí o seu valor ser inestimável



Não será o amor um desamor, à partida?




Eu gostava muito de amar mas tenho alergia dentro do meu coração.


dias,

Às vezes, assim do nada, dou por mim a precisar de ti. Só por um bocadinho. Só por um bocadinho gostava de me deitar contigo num qualquer sítio, talvez debaixo de um céu estrelado, ou simplesmente sob o teto de madeira do meu antigo quarto vermelho, para te perguntar o porquê de tudo, para que me explicasses por que é que o mundo gira para a direita e o que é que me acontece se eu quiser que ele gire para a esquerda. Assim, só porque sim.

Às vezes, assim do nada, dou por mim a precisar de ti.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Surpresa no anzol.

Ela chamava-se Margarida. Ele Nuno. Ele pediu para se encontrar com ela. Ela tinha estado com ele durante aquele tempo todo. Ela amava-o e ele aprendeu a amá-la. Mas até àquele momento, a vida tinha-lhes roubado todos os momentos para, com lápis e borracha, desenharem os melhores sorrisos na cara um do outro. E assim foi. Ela foi a correr ter com ele, como se fosse uma criança, com um sorriso parvo na cara. Iam estar juntos, pela primeira vez, apenas os dois, longe de tudo e de todos.

E assim o viu. Ao longe. Sentado na doca, à beira da água, com uma cana de pesca na mão e a sorrir para o mar. Sabia bem aquele cheiro a maresia. Chegou, tapou-lhe os olhos, sussurrou-lhe ao ouvido Olá meu anjo e deu-lhe um beijo adocicado, sabor doce que provavelmente assustou os peixes da redondeza.

Falaram de mil e uma coisas, longe de tudo e de todos. De mãos dadas, ela olhando a cana de pesca presa que, coitada e infeliz, azarada não tinha ainda conquistado nenhum dos peixinhos e ele olhando para ela, como se fosse a última coisa que ia ver naquele mundo, com um brilho nos olhos, brilho acentuado pelas lágrimas que começaram a cair. O que foi? Que se passa? Estava só a olhar para ti e a pensar como vai ser difícil deixar-te. Deixar-me...? Sim... Aconteceu uma coisa muito importante e eu vou ter que viajar. Amanhã. Não te posso dizer para onde nem quando volto, mas prometo que te mando um postal quando lá chegar. Está bem, vai...
Ainda não tinha mordido, mas ele puxou a linha na mesma. Trazia uma pequena caixinha na ponta. Caixinha esta que só poderia ser aberta amanhã, segundo ele. Caixinha esta que continha nada mais nada menos do que fotos dos dois juntos, do tempo da escola. E outras. Seis delas, juntas, escreviam a palavra amo-te. E um envelope.

Caída a noite, embrulhados numa manta, fizeram amor.
O peito dele foi a almofada dela naquele sono. Ele não conseguia dormir. Só pensava nela. Nela e naqueles lindos olhos azuis. Nela e naquele cabelo que cheirava a amêndoas e mel. Nela e naquele coração que batera rápido na hora anterior. E sentiu-se bem. Sentiu-se feliz.
De manhã ela acordou e não viu ninguém. Mas sorriu. Eu espero...
A notícia foi-lhe dada pela mãe dele. Há muito que o irmão mais pequeno estava doente. Ele, já maior de idade, o homem da família visto que o pai já os tinha deixado há muito tempo, pediu ao médico que nada se soubesse. O irmão pequenino precisava de um coração. Ele amava-o, mais do que tudo. Deu-lho.

Abriu a caixinha. Viu as fotos. Viu tudo. Por fim abriu o envelope. Tinha lá dentro um postal. Um postal duma nuvem em forma de pinguim. Nas costas tinha uma pequena frase. Olá pequena. Não te preocupes comigo que eu estou bem. Vive. Chora. Ri. Ama. Estás a ver esta nuvem aqui? Um dia levo-te lá.

No canto, uma pequena Margarida desenhada.

coreografias.

Quantas pessoas andam a puxar o ar? Procura o fumo. Quem é que vai desatar a chorar? Quem é o homem que levanta o chão? Às escondidas, segue as mãos de uma pessoa e observa-a. Em quem é que tu nunca te transformarias? Quando é que o corpo a descoberto chega ao céu? E quantas costelas tuas consegues contar com a ajuda dos dedos? Conta quantas pessoas encontras a: trabalhar, voar, ajudar, lutar, discutir, acusar, amar, pensar, cavalgar, gritar, chegar, dormir, rezar, partir, subir, descer, sentar-se, sorrir. Quantas pessoas estão totalmente de costas? Onde há meninos em perigo? Procura a situação mais estranha que encontrares e arranja-lhe uma boa explicação. Descobre onde há abraços. Onde há pessoas com medo? E com raiva? E corajosas, quantas são? Há um menino que vai crescendo, encontra-o, segue-o à medida que ele cresce - dá-lhe nome e cria-lhe uma história de vida. Pode levitar-se sem ser dançando no ar? Desenha o contorno do teu pé numa folha de papel - lá dentro usando só o número de palavras igual ao número que calças, pensando que escrever é caminhar nas memórias e arrumar o mundo ao nosso modo.

Ser sorriso contigo.




Um dia reduzi-me à minha pequenez enquanto lambia gelados e sujava a cara com eles. Especial, tão especial. Pude perceber que vou ser pequenino para sempre, vooou! Vamos falar de amor. Uma criança autêntica. Quando se é pequenino queremos é brincar. E brincamos! Muitoooo! Vruuuum, olha eu a fazer de avião. Depois às vezes lá vem um amigo ou uma amiga que nos magoa e nós fazemos a nossa birrinha, umas lágrimazinhas, braços cruzados a olhar para o chão. E dura, dura. Ou não. E voltamos a brincar com essa pessoa, porque gostamos, porque nos divertimos. Foram tantas as birras e brincadeiras onde espelhei o meu amor.
Mas o que eu quero mesmo é ser sorriso!



quinta-feira, 16 de junho de 2011



"Agora temos que escolher entre vestir as cuecas e a capa e sair por aí ou apenas vestir as cuecas para tapar a vergonha."



Frase de um amigo aquando a sua participação no Convívio Fraterno.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

meu amor,

Sabes, meu mundo, sonho contigo todas as noites! Vejo-te a meu lado. Vejo-te com os braços enrolados em mim, cercando-me e empurrando-me contra ti, como forma de me transmitires que me queres. A mim e ao meu frágil e apaixonado coração. 
Perco-me nesses sonhos. Às vezes, nesses sonhos, dou por mim a pensar em quantas vezes eu sonhei ter o teu sorriso assim, tão perto de mim e inteiramente meu. E as tuas mãos, meu amor, essas tuas mãos que me fascinam, segurando as minhas e as minhas segurando as tuas. Numa cumplicidade e num amor mútuo nunca antes visto. O mais belo de todos os amores por nós vivido.

E se não fossem apenas sonhos meus, se fosse realidade, ficarias comigo assim para sempre? A viver o mais belo e único verdadeiro amor das nossas vidas? Comigo?

Há bastantes "drafts" em branco.

Boa tarde. Propunha a todos os que escrevem neste blog, a dar uma olhadela nos posts e entradas que estão por publicar (drafts/Rascunhos). Há bastantes "drafts" em branco. E, eliminando-os ajudava a manter a lista de posts limpa.

Mas isto sou eu. :#

dream on,

Ainda me lembro de quando precisava de música para adormecer
por ter medo de mim sem ti.

Se...

Se alguma vez me amasses um dia como (ainda) te amo uma única hora, irias querer ficar comigo o resto das nossas vidas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Se tu fosses feito de plasticina moldava os bicos ásperos do teu coração. E já agora a sua direcção. 

domingo, 12 de junho de 2011

am I dreaming?

Sabem aquela sensação de quando se acorda e demoramos um bocado a assimilar as coisas... porque por momentos o sonho é que parecia ser a realidade e a realidade parece não passar de um sonho?

É, tem acontecido muito...

sábado, 11 de junho de 2011

A melhor amiga.

Reparei hoje que a tristeza nunca vai embora de vez. Desaparece por períodos, acho que fica escondida lá num quarto que ninguém usa porque não tem janela. E nós, nós ingenuamente trancamos-lhe a porta, praguejamos pelas frestas e espreitamos pela fechadura para ver se ela já dorme. Ela engana-nos, faz-se de morta, e espera que vamos para quartos pintados de sol até voltar a destapar a cara. É paciente, a tristeza, espera sem desesperar e quando é menos provável, ataca, com um golpe feroz e certeiro. É uma amiga fiel, fica connosco sempre nos piores momentos, podemos sentir a pele dela contra a nossa, nunca nos abandona e ainda tem o descaramento de se fazer passar por santa, tão santa que os outros que nos olham também nos dizem que se não fosse ela nunca sentiríamos a brancura da, nunca só, felicidade. No final do dia, está sempre lá, mão com mão, num toque que nos rouba a alma.

terça-feira, 7 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

6 de Junho de 2011. O meu coração descarrila enquanto escrevo estas palavras. A poucos dias de fazer anos e de desfazer nós, escrevo para doer menos. Desde os 18 que as palavras custam menos a sair, mas são mais intensas. São, tal e qual os momentos que me foram proporcionados. Dar o braço a torcer já não é tão mau, mas dar um abraço sabe muito melhor. Dar a mão já não é tão simples quanto isso, muito menos um beijo. Já corro por vontade, caio e rebolo em qualquer sítio, esquecendo-me do resto. O Amor já é mais maduro e está dividido por algumas pessoas. Já consigo encontrar a criança que há em mim espelhada na rua; deixei de me isolar porque sim. Aprendi a erguer a cabeça ao andar e a reparar no que realmente está à minha volta. O nariz de menina caprichosa teve de se adaptar à vida organizada. Deixei de ser ambulância, passei a ser comboio. Tudo na vida é vai-e-vem, com algumas regras. Obediência é a palavra certa, acompanhada de respeito. Esta que escreve ainda é semi-séria, mas passara a levar a vida mais nas mãos e não tanto no coração. E neste malabarismo todo, podemos encontrar um verde – porque é a cor que vai predominar sempre na minha vida – bastante acentuado, pelo menos no seu coração. Deixei de confiar em olhos verdes e a dar mais importância aos castanhos. A verdade é que sempre gostei deles. Fiz os 3 furos que completam o círculo e cataloguei a vida por datas de tudo e mais alguma coisa. Fechei algumas portas e abri janelas porque o Ar tem de circular. Eu a chorar e o primeiro ciclo a começar a fechar.

Que venha então mais um, mais uma casa e uma nova porta – os Senhores 21.

Este texto vem como resposta e agradecimento ao texto que me escreveram no ano passado (eduardo e nuno) [aqui]. Poucas vezes são as escrevo e as que comento, apesar disso passo aqui todos os dias.

Um beijinho grande a todos com letras recheadas de carinho. *

domingo, 5 de junho de 2011

Divagações - III

Os obstáculos apenas separam aqueles que se deixam separar.





E hoje agradeço nós termos deixado.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

isso foi antes

só porque me fartei dos faz-de-conta, isso faz de mim má pessoa?
(Ouçam, ausentes do mundo. No final da leitura, fechem os olhos)





Mesmo que não te tivesse não sonharia um dia sonhar-te. Não fosses tu alguém diferente. Tenho-me esquecido de dizer que gosto de ti. E tu deixas! Como se não te fizesse falta ouvi-lo, principalmente sendo a minha voz a segredar-to!
Penso que lá no fundo tu tens bem a certeza disso. Dou-te corda não dou? E permito-te viver outro e mais um dia.
Tenho-me esquecido de dizer que gosto de ti. Entendo perfeitamente a necessidade de tanta distância. Não queremos dar uso ao que é bom com medo de gastar. Olha só, somos perfeitos conhecidos e não nos tocamos.
Tenho-me esquecido de dizer que gosto de ti. E passamos as noites de mãos dadas. Tu aconchegada a mim. Os dois debaixo daquele cobertor velho que já não sabe mais nada a não ser o nosso cheiro. Pobre cobertor. Era dispensável, mas nós sentimos tanta pena dele que juntos aquecemo-lo.
Gostava de me perder nesses olhos castanhos. Mas amedronta-me o facto de não saber de cor o caminho para a saída.
Tenho-me esquecido de dizer que gosto de ti.

Dás-me a mão? Só porque sim.

Meu sonho, Meu sorriso.



quarta-feira, 1 de junho de 2011