terça-feira, 8 de novembro de 2011

Tempestade

São ondas que me devastam, vão e voltam e nunca gastam a sua paixão.
Seu calor e tristeza, sua escaldante emoção.
Vão e voltam sem saber
Que me devoram uma e outra vez sem querer
Regressam e consomem todo o meu ser
Arrasam, arrastam e eu fico a sofrer.

O sol põe-se deitado, suavemente deita-se derrotado
E todo aquele ouro, aquele prateado
Mergulha no âmago quente do mar salgado
Olhos fecham-se e o sol põe-se quando se volta a abrir
O céu escurece, uma tempestade está para vir
Olhos abrem-se e correm a areia fina,
Calam as suas mágoas no silêncio da água fria
Choro calada a teu lado
Mas sem ti, sonho acordada
Não contigo, mas deleitada
Neste sonho triste e desesperado.
E ondas vêm e ondas vão
Espuma branca a meus pés se forma
Sol e lua suas posições trocam
E na praia fico, na sua calmidade morna.
Mas que palavras te posso dizer
Quando o dia já foi e te quero sem querer?
Que palavras é suposto calar
Se o tempo já foi e eu deixei tudo passar?
Não te quero assim, não
Quero-te um dia e outro
Mas ondas vêm e ondas vão
E sem querer eu sofro.

6 comentários:

  1. Digo eu: Lindo poema tu tens aqui. Bravo!

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  2. Às vezes recordar doí mais que viver! (relativamente ao comentário que deixaste no meu textinho :))
    Está lindo o poema :)

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