sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ralada

Como fuga, entro-lhe pelo carro. Porque não confio nele o suficiente para quebrar e chorar e porque ele, normalmente, não faz perguntas. Então é só a velocidade, a música e as conversas e risos d'ocasião no carro.
Não são as pressões e os problemas. São só as músicas, a velocidade e as casas que passam desfocadas.
É mau eu não saber conduzir [e não ter carro!]. Porque neste momento pulava daqui, desaparecia estrada fora até se acabarem as horas, até ver a quietude das falésias...


É mau eu não ter carta. Então entro-lhe pelo carro adentro e uso máscaras...
Mas nunca fui tão boa nisso como pensam!

Borrega
(28/09/2010)

8 comentários:

  1. deita as máscaras fora!

    adorei o texto (:

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  2. Gostei imenso deste texto.
    Usamos tantas vezes máscaras. Muitas das vezes já faz parte do nosso dia-a-dia.

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  3. tantas vezes que precisamos dessas máscaras.. às vezes, demasiadas vezes até.

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  4. mascaras, colocas-te bem o termo. Porque temos que viver com elas todos os dias. E as piores nem são as nossas ;)

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deixa tu também letras soltas no caminho