quinta-feira, 10 de março de 2011

Gostava de te dizer as tantas palavras que me estão entaladas no coração sem ter que te magoar, gostava de o saber fazer. Eu sei que só me queres proteger e impedir-me de cometer os erros que tu já cometeste, mas tens de me deixar viver, tens de me deixar aprender com os meus próprios erros, não tens o direito de dizer por quê ou por quem é que eu devo chorar ou não. Deixa-me viver, a vida é como jogar às escondidas, quando somos crianças, no inicio, é muito giro ser copinho de leite, até que percebes que é como se não jogasses porque ninguém vem à tua procura. Eu sei que te custa, por vezes, ver o meu mundo a cair, mas eu hei-de aprender.

11 comentários:

  1. 'eu sei que te custa, por vezes, ver o meu mundo a cair' - é querido. Eu gostei, gostei muito.

    *

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  2. Sim, obrigada. Por escreveres algo que traduz exatamente o que eu sinto. Faz-me sentir aconchegada.

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  3. ahh, desculpa. não tinha percebido :)
    um beijinho*

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  4. Quem gosta de nós tenta sp amparar-nos, não é por mal, é Puro carinho e preocupação. Mas é ao cairmos que aprendêmos a levantar-nos!

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  5. por vezes querem proteger nos porque gostam de nós, mas por muito que nos protejam acabamos por nos magoar, por cair porque somos pessoas e sentimos. nunca nos protegerao de tudo nem têm de o fazer pois sao os erros que nos ensinam a crescer. Bj

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  6. Eu sou irmã mais velha e apesar de passar a maior parte do tempo a discutir com ela gosto muito dela e não suportava que lhe acontecesse alguma coisa, porque ela é a minha princesa e nada de mal lhe pode acontecer. Porque eu não quero que ela se vá magoar como eu já me magoei nem que para isso tenha que andar chateada com ela. Sei que a protejo um pouco demais apesar de ter a preocupação de nunca a sufocar...só que magoa demais quando a vemos ir pelo caminho cuja meta já conhecemos de cor porque foi precisamente aí que caímos. Mas entendo perfeitamente que faz parte. Contudo nem isso me impede de continuar a protege-la.

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  7. sem palavras - é mesmo mesmo isto!

    proteger não é indicar um caminho, é suavizar as quedas, estando sempre lá!

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  8. O afecto tem destas coisas. Aliás, o afecto costuma obstinar a razão. Os que protegem têm dificuldade em ver que não estão absolutamente correctos, quando não o estão. Não é porque fizemos algo que correu mal e há alguém a fazer o mesmo que irá correr mal. Pode até ser provável, mas não devemos impedi-la. Já não falo em poder, falo em dever. Em vez de tentarmos impedir essa pessoa, por vezes até com exemplos pessoais, devemos tentar mostrar-lhe, pelo diálogo, o risco que correm, fazê-la entender o problema. Só assim ela aprende. Não se pode ensinar pela negativa ou a interiorização sai errada: chegamos a horas à aula porque se não levamos falta, cumprimos uma ordem contra a nossa vontade porque se não batem-nos ou não nos dão autorização para sair, ...
    Obrigarem-te a não seguir um caminho pelas consequências negativas que este te pode trazer só resulta em coisas negativas: desejo de desobedecer só pela desobediência e pelo orgulho, medo de fazer as coisas, rejeição por apenas aquela coisa, desejo de a experimentar, etc.
    A educação é um processo de interiorização do conhecimento e de formação da personalidade. Não devia ser um processo negativo, de amedronta e enfraquecimento - para não fazer determinadas coisas. Devia ser um processo positivo, onde se encoraja à confiança, à determinação e à independência - para fazer as coisas contrárias às tais "determinadas coisas".
    Ensinar pelo lado negativo é ensinar o conhecimento pela experiência do erro. O ensino bem sucedido é aquele que, antes de errar, antes da experiência, já sabe o conhecimento. Para isso, é preciso que se encoraje a razão e a determinação, não o medo e a perversão; porque o objectivo do educador é fazer com que o educando não erre.

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deixa tu também letras soltas no caminho