quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Não é fácil trocar o certo pelo incerto.

Agora que a despedida estava cada vez mais perto ela queria passear pela cidade à que tantos anos chamava de sua. Queria passar nas ruas que já tinha percorrido centenas de vezes, contudo, queria faze-lo de forma diferente, queria olhar com outros olhos, queria passar andar devagar e reparar em todos os pormenores que ignorava, queria saber as frases que andavam escritas nas paredes, queria saber o nome das ruas que calcava, queria olhar para as pessoas com quem se cruzava, queria sentir tudo como se fosse o inicio do fim. Horas depois, parou num dos seus sítios predilectos, dali podia avistar parte da cidade, a parte que mais lhe dizia. Ali sentiu que tudo estava a perder o sentido, sentiu o futuro não lhe parecia certo, sentiu que se é verdade que cada um de nós tem um lugar onde se encaixa aquele era o dela e que só ali poderia ser verdadeiramente feliz. Nesse momento, completamente envolvida pela nostalgia do passado e pela incerteza do futuro, percebeu que iria ser tudo menos fácil dizer Adeus Coimbra.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Segundo as concepções da linguística portuguesa, o texto está mal pontuado. É um texto básico, monótono e o pretendido sentimento de nostalgia foi muito mal evocado. Denota-se imaturidade e falta de sumidade no que escreveste.
    Quanto ao conteúdo, não é fácil trocar o certo pelo incerto mas é disso que a vida vive, da inesperada incerteza do desconhecido. A memória relembra-nos do passado, escusando assim de o viver duas vezes.
    É sábio planear, é inteligente superar.
    Petrvs

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  3. amei este texto! Como diz o velho fado, "Coimbra tem mais encanto na hora da despedida", e é sempre difícil dizer adeus a essa maravilhosa cidade!

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deixa tu também letras soltas no caminho