domingo, 21 de fevereiro de 2010

Carrosséis

Às vezes não sei, e quando acho que sei estou enganada. Rejeitas, queres, queres, rejeitas. Deixas-me tonta, tanto me sugas como me cospes fora. Mas continuo a cair nos doces que me dás à alma, burreza minha talvez. Tenho o coração cansado de tanto rir e chorar como se estivesse num carrossel. Está cansado e quer dormir num embalar de meia noite e acordar quando te tiveres decidido. Mas diz ele que é criança de birras e só acorda se valer a pena.
Vês? Lá estás tu! Tens o cérebro a andar em corroséis de feiras duvidosas e o meu coração segue. Porque quem ama segue. Segue, chora, ri, completa, cai, corre, delira, amedronta-se.
Tenho uma feira aqui ao pé, mas sabem que mais? Odeio carrosséis.




8 comentários:

  1. um dia destes, o teu coração vomita tudo o que vai guardando e depois é o desastre.

    ResponderEliminar
  2. Sinto as voltas do teu carrosel, grande expressividade**

    ResponderEliminar
  3. ui, sei bem o que é ser obrigada a seguir esses carroséis, e acredita, é uma viagem que nunca acaba bem.. acabas por enjoar e vem tudo cá para fora.

    adorei *

    ResponderEliminar
  4. os carrosséis andam sempre em roda, sem sair do mesmo lugar, e acabam em náusea. o verdadeiro amor não anda em carrosséis: anda numa nave espacial, que tem turbulência até sair da atmosfera e depois pode comtemplar o infinito do espaço, e não corre risco de náusea, e nunca acaba!

    adorei =)

    ResponderEliminar
  5. simples, muito simples: não gostas, não andas.

    ResponderEliminar
  6. Como eu te compreendo. E sabes que mais? Só tu poderás acabar com esse carrossel.

    ResponderEliminar
  7. Apaixonei-me completamente por este texto!
    Li todos e este, a sério, é no minimo apaixonate :)

    Parabéns.

    ResponderEliminar

deixa tu também letras soltas no caminho