quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

night

Deitei-me na cama de lençóis enrolados, pois esta manhã o tempo de os arranjar escapou-me, os caracóis de cores incertas esmagados contra a almofada e os olhos fáceis, como um livro sem dono, fecham-se, porque hoje já os leste demasiado. Para minha alegria, acertaste na teoria de vácuo em mim, de simplicidade e timidez.
Expulsa o público da sala, apaga as luzes e só depois abre as cortinas. Sabes que tenho pavor ao público, o palco é um terror. Hoje, és o meu único espectador.

7 comentários:

  1. Encheu-me. E fiquei com vontade de mais um bocadinho. Simplesmente aconchegante...

    Amoroso, adorei (:

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  2. às vezes é melhor um espectador que guarda todos os nossos movimentos para mais tarde recordar, do que uma plateia que os esquece logo que o teatro acaba!

    gostei muito *

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deixa tu também letras soltas no caminho